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O cinema pode ser um espelho de diferentes épocas e sociedades. Por isso, a 2001 convida profissionais de diferentes áreas ligadas à sétima arte para recomendar ou analisar um filme que considerem relevante, sob a luz de diferentes universos: filosofia, psicanálise, educação, artes etc.



Meu Tio Matou Um Cara

Meu Tio Matou Um Cara


Indicação::

Inspirado em conto de sua autoria, Jorge Furtado dividiu novamente os créditos de roteiro com Guel Arraes, com quem trabalhou em Caramuru - A Invenção do Brasil e Lisbela e o Prisioneiro, neste seu terceiro longa de ficção. O projeto contou com o apoio de Caetano Veloso, responsável pela direção musical, que sugeriu a adaptação do conto para sua então esposa Paula Lavigne, também co-produtora, ao lado de Arraes, Nora Goulart e Luciana Tomasi. No elenco, Furtado novamente trabalhou com elenco adolescente, com destaque para Darlan Cunha (Cidade dos Homens) e Sophia Reis, filha de Nando Reis (que, por sua vez, assinou uma das canções). A trilha inclui também músicas de Rappin'Hood e Pitty, entre outros. Os demais nomes da equipe técnica incluíram profissionais da Casa de Cinema de Porto Alegre.


Meu Tio Matou Um Cara

((Meu Tio Matou um Cara), Brasil, 2004, Colorido, 84 min.)

20th Century Fox Home Entertainment - Cinema Nacional

Direcao: Jorge Furtado

Elenco: Darlan Cunha,Sophia Reis,Lázaro Ramos,Deborah Secco,Dira Paes,Ailton Graça,Renan Augusto,Jand#xFA;lio Andrade,Lisa Becker,Suelen de Sá

Sinopse: Meu Tio Matou um Cara é um filme jovem, uma comédia romântica e policial na qual Duca (Darlan Cunha), de 15 anos, faz de tudo para provar a inocência do tio (Lázaro Ramos), preso ao confessar ter matado um cara. Duca tem certeza de que o tio está assumindo o crime para livrar a namorada, Soraia (Deborah Seco), ex-mulher do morto. E, no meio de toda essa ação, Duca ainda tenta conquistar o coração de Isa (Sophia Reis), uma colega de escola que parece estar mais interessada em seu melhor amigo, Kid (Rena Gioelli). Duca envolve os dois na investigação e no final... bom, aí só vendo o filme.


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Dentro da Casa

Dentro da Casa


Indicação::

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE 
 
Desta vez François Ozon segue outro caminho. Não é o casamento em frangalhos de Amor em 5 Tempos, nem a paródia de Potiche – Esposa Troféu. Também não tem o elemento surreal de Ricky, ou a melancolia de O Refúgio. Dentro da Casa fala da criatura e do criador, do tanto que eles se confundem, tornam-se uma coisa só, seja a criação na área que for. 
 
Quando se fala em literatura, então, o céu é o limite. Dizem que o papel tudo aceita, mas isso não é suficiente para Claude, um adolescente que não se contenta em escrever uma simples redação sobre seu fim de semana. Talentoso, resolve transformar Rapha, seu colega de classe, em seu personagem. Estimulado pelo professor Germain (Fabrice Luchini, também em As Mulheres do 6º Andar, Potiche), que já não aguenta mais ler redações pobres de espírito, criatividade e estilo, Claude investe na amizade com Rapha e vai retratando suas passagens pela casa do amigo em suas redações. 
 
A história criada por Claude vai, pouco a pouco, se misturando com a realidade. À medida que o garoto ganha intimidade com a família do colega, sua presença perturba a ordem vigente, cria conflito, deflagra situações inesperadas e já não há como voltar atrás. Nem a relação de Germain com sua esposa Jeanne (Kristin Scott Thomas, também em Há Tanto Tempo que Te Amo, A Chave de Sarah, O Paciente Inglês, Partir) se salva. 
 
Gosto particularmente do tema da observação que Claude e Germain põem em prática. Tenho um pouco este hábito de observar pessoas desconhecidas e imaginar como é a vida delas, o que estaria acontecendo naquele exato momento. Momentos preciosos de ócio, quando a imaginação corre solta. Parece ser esse o passatempo predileto da dupla do professor e aluno, que extrapolam e geram um elemento novo a partir daquilo que é simples realidade aos olhos das pessoas comuns. É fonte de inspiração, a vida das pessoas de um modo geral. Aqui ela ganha um toque a mais com tamanha criatividade. Talvez Dentro da Casa tenha me interessando por eu ser do mundo das letras e do cinema, que nada mais contam que histórias de vida. De qualquer modo, gosto da maneira de Ozon de explorar o universo humano. E ousar caminhos. 
 
Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.


Dentro da Casa

((Dans la maison), Franca, 2012, Colorido, 105 min.)

Califórnia Filmes - Cinema Europeu

Direcao: François Ozon

Elenco: Fabrice Luchini,Ernst Umhauer,Kristin Scott Thomas,Emmanuelle Seigner,Denis Ménochet,Bastien Ughetto,Jean-François Balmer,Yolande Moreau,Catherine Davenier,Vincent Schmitt

Sinopse:  
Um garoto de 16 anos consegue entrar na casa de um de sesus colegas de aula de literatura e resolve escrever sobre o fato no seu trabalho de francês. Impressionado com o dom natural do aluno e o progresso do seu trabalho, seu professor redescobre o gosto por lecionar. Entretanto, a invasão do intruso desencadeia uma série de eventos incontroláveis.


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Pacto de Sangue (2011)

Pacto de Sangue (2011)


Indicação::

Baseado no livro de memórias do gângster francês Edmond Vidal, Pacto de Sangue é mais um bom e movimentado policial francês do diretor de 36, Olivier Marchal. Em seu mais recente trabalho, o cineasta acompanha seu anti-herói hoje, aposentado ao lado da família, e na década de 1970, liderando a temida “Gangue de Lyons”. 
 
Famosa por seus assaltos audaciosos, a quadrilha lembra outro contraventor do período – o violento Jacques Mesrine, vivido por Vincent Cassel nas duas partes de Inimigo Público nº 1. Em comum, além de seus bandidos inspirados em pessoas reais das páginas policiais, Pacto de Sangue e Inimigo Público Nº 1 resgatam a tradição de clássicos do cinema francês das décadas de 1960 e 1970. Filmes como O Círculo Vermelho (1970) e Dois Homens Contra uma Cidade (1973), ambos com Alain Delon interpretando um ex-ladrão recém-saído da cadeia, impelido a voltar para seu passado de crimes. 
 
Em Pacto de Sangue, o protagonista “Momon” Vidal (Gérard Lanvin, também em Inimigo Público nº 1 – Parte 2) cumpriu a muito tempo sua pena na prisão, iniciada em 1974. Bandido reformado, é respeitado pela comunidade, dono de um bar e extremamente protetor de sua família. Os problemas começam quando seu antigo parceiro de crimes, Serge Suttel (o ótimo Tchéky Karyo, de Nikita), reaparece, mais de dez anos depois. Finalmente capturado pela polícia, ele é pressionado pelas autoridades a entregar seu chefe no tráfico, o que marcaria sua sentença de morte. 
 
O grande dilema de Vidal é ajudar ou não Suttel a escapar da polícia – e rápido, antes que ele seja enviado para um presídio de segurança máxima, onde seria inevitavelmente assassinado. Fiel ao amigo, mas também à sua família, ele precisa tomar uma decisão que pode tirá-lo da legalidade. E iniciar uma espiral de violência. 
 
Ex-policial, o diretor francês Olivier Marchal sabe retratar com realismo esse universo de contraventores decadentes e os procedimentos do departamento de polícia. Sem deixar de lado as perseguições e tiroteios comuns a esse tipo de filme, privilegia os conflitos internos de indivíduos marcados pela tragédia pessoal e pela violência. Violência que impregna a própria vida – e determina o seu fim. 
 
“O seu passado é sua carne e sangue. E no fim o arrasta consigo”, afirma Vidal em certo ponto da trama. É esse passado que norteia Pacto de Sangue e que volta para assombrar, no presente, seus protagonistas.


Pacto de Sangue (2011)

((Les Lyonnais), Belgica,Franca, 2011, Colorido, 102 min.)

Califórnia Filmes - Cinema Europeu

Direcao: Olivier Marchal

Elenco: Gérard Lanvin,Tchéky Karyo,Daniel Duval,Dimitri Storoge,Patrick Catalifo,François Levantal,Francis Renaud,Lionnel Astier,Valeria Cavalli,Estelle Skornik

Sinopse:


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Camille Outra Vez

Camille Outra Vez


Indicação::

Camille (Naémie Lvovsky, de Adeus, Minha Rainha) tinha 16 anos quando conheceu Eric. Infelizmente, como a maioria dos casamentos modernos, o amor terminou e o marido a trocou por uma mulher mais jovem. Atriz desempregada, ela afoga as mágoas no álcool e desabafa suas frustrações com seu gatinho de estimação e confidente. 
 
À semelhança de Kathleen Turner em Peggy Sue (1986), Camille desmaia em uma festa e acorda no passado, prestes a completar 16 anos. Como num passe de mágica, ela reencontra seus pais, seus amigos e o ex – justamente na época em que se conheceram. Será que ela vai tentar escapar de seu destino e mudar a vida dos dois? Ou vai amar de novo, colocando em risco a existência de sua filha de 23 anos? 
 
Na casa de sua infância, a outrora quarentona volta a conviver com a mãe – que faleceria exatamente dentro de 40 dias – e o pai amoroso. Boa parte do humor nonsense e por vezes sentimental de Camille Outra Vez reside no fato da protagonista continuar sendo interpretada por Naémi, mas ser vista como uma adolescente por aqueles a sua volta. Ou seja, o espectador vê a mulher de meia idade do início interagindo naturalmente com os jovens no seu passado. 
 
Fisicamente, Camille não causa estranhamento para seus pares em 1985, mas sim para o espectador, que testemunha o choque cultural de alguém de 40 anos, muito mais experiente, trocando experiências com jovens no colegial. O que poderia se tornar uma comédia adolescente ganha humanidade pelo olhar maduro da atriz Naémie Lvovsky, que ainda coescreveu e dirigiu o filme premiado no Festival de Cannes em 2012. Não é todo mundo que tem a chance de reviver a adolescência e, o que é melhor, dividir alguns de seus melhores momentos com seus pais, tendo a maturidade de hoje.


Camille Outra Vez

((Camille Redouble), Franca, 2011, Colorido, 115 min.)

Imovision - Cinema Europeu

Direcao: Noand#xE9;mie Lvovsky

Elenco: Noand#xE9;mie Lvovsky,Samir Guesmi,Judith Chemla,India Hair,Julia Faure,Yolande Moreau,Michel Vuillermoz,Denis Podalydès,Jean-Pierre Léaud,Vincent Lacoste

Sinopse:  
Camille (Naémie Lvovsky) tinha dezesseis anos quando conheceu Eric (Samir Guesmi). Eles se apaixonaram e tiveram uma filha, porém, vinte e cinco anos depois, o casamento acaba e Eric a abandona por uma mulher mais jovem. Na noite de 31 de dezembro Camille, de repente, se vê novamente em seu passado, onde reencontra seus pais, seus amigos, sua adolescência e Eric. Será que ela vai tentar escapar de seu destino e mudar a vida dos dois? Ou será que ela vai amar de novo mesmo já sabendo o final de sua história?


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O Exercício do Poder

O Exercício do Poder


Indicação::

Vencedor do Prêmio da Crítica na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2011, O Exercício do Poder esmiúça os meandros da política em toda a sua complexidade, sem estereótipos. 
 
Um trágico acidente com ônibus escolar é o estopim de uma crise e cabe ao Ministro dos Transportes vivido por Olivier Gourmet (O Filho) contorná-la para se segurar no cargo. A presença do ator, aliás, não é mero acaso, tendo em vista que ele já trabalhou diversas vezes com os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, coprodutores do filme. Com sua presença austera e forte, o ator-assinatura dos Dardenne compõe um político obcecadamente dedicado ao trabalho, mas também à sua carreira e imagem. E falível, principalmente sob pressão de todos os lados, pois o acidente é usado pela oposição e por segmento do governo favorável à privatização das estações ferroviárias. 
 
Nesse retrato multifacetado da política vista de dentro, não faltam assessores boçais, jogos de interesses e a manipulação da percepção dos eleitores; quase sempre, a versão transmitida para a opinião pública é bem diferente da verdade. 
 
* César de melhor roteiro original, ator coadjuvante (Michel Blanc) e som


O Exercício do Poder

(( L'exercice de l'État), Belgica,Franca, 2011, Colorido, 115 min.)

Imovision - Cinema Europeu

Direcao: Pierre Schöller

Elenco: Olivier Gourmet,Michel Blanc,Zabou Breitman,Laurent Stocker,Sylvain Deblé,Didier Bezace,Jacques Boudet,François Chattot,Gaëtan Vassart,Arly Jover

Sinopse:  
Bertrand Saint-Jean (Oliver Gourmet) é acordado no meio da madrugada com uma notícia estarrecedora, um ônibus repleto de crianças acabara de cair em um penhasco e ele como Ministro do Transporte terá de lidar com a situação. Entre crises econômicas, pressões políticas e a luta pelo poder, quais sacrifícios serão necessários para que mantenha seu cargo sem que perca sua dignidade?


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