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O cinema pode ser um espelho de diferentes épocas e sociedades. Por isso, a 2001 convida profissionais de diferentes áreas ligadas à sétima arte para recomendar ou analisar um filme que considerem relevante, sob a luz de diferentes universos: filosofia, psicanálise, educação, artes etc.



A Força do Carinho

A Força do Carinho


Indicação::

PIONEIRA EM TRAZER GRANDES FILMES INÉDITOS PARA O MERCADO BRASILEIRO, A 2001 VÍDEO COMEÇA O ANO COM MAIS UM VENCEDOR DO OSCAR 
 
Um novo ano começa e a 2001 Vídeo continua descobrindo filmes importantes para os amantes da sétima arte. A partir de 05 de fevereiro, sai para locação e venda A Força do Carinho (1983), sensível drama estrelado por Robert Duvall. 
 
Depois de Rede de Intrigas, Gente Como a Gente e Julia, chegou a vez de mais um ganhador do Oscar ser lançado em DVD no Brasil, com exclusividade na 2001. A Força do Carinho conquistou as estatuetas de melhor ator (Duvall) e roteiro original (Horton Foote), além de concorrer nas categorias de melhor filme, direção (Bruce Beresford) e canção (Over You). Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme também valeu a Duvall o Globo de Ouro de melhor ator e o prêmio do Círculo de Críticos de Nova York. 
 
Considerado um dos 10 melhores filmes de 1983 pelo jornal The New York Times, o drama foi escrito pelo dramaturgo texano Horton Foote (1916–2009). Chamado de “o Tchekhov rural” pelo amigo Duvall, Foote ganhou notoriedade nos EUA por seu olhar afetuoso para as relações humanas no interior da América, em peças teatrais e longas-metragens como O Sol é para Todos (1962), Ratos e Homens (1992) e O Regresso para Bountiful (1985). 
 
A Força do Carinho é a crônica agridoce de um homem que, após experimentar o sucesso e os reveses da fama, agora amarga o alcoolismo, a perda da família e a solidão, abandonado em um motel de beira da estrada no interior do Texas. Bêbado e sem dinheiro, Mac Sledge (Duvall) começa a trabalhar no posto de gasolina de uma jovem viúva, Rosa Lee (Tess Harper). O antigo astro country finalmente deixa de lado o alcoolismo e encontra paz ao lado da religiosa Rosa. Os dois se casam e Mac torna-se uma figura paterna para o filho dela, Sonny, de 6 anos. 
 
A vida pacata do casal é interrompida pela passagem de um jornalista pelo posto de gasolina. Ele reconhece Mac e o aborda para uma entrevista, que o ex-músico recusa. O reencontro com a ex-mulher, hoje uma cantora country de sucesso, e a problemática filha adolescente despertam nele sentimentos conflitantes. É o passado que volta para assombrá-lo, e despertar uma triste melancolia. Internamente, Mac reflete sobre quem é, e aquilo que sabe fazer de melhor, sem, no entanto, abandonar o seu novo estilo de vida. 
 
Em um belo trabalho de composição de personagem, Duvall expressa com o olhar uma gama de sensações; a partir da economia de seus gestos, o ator evoca indícios – e subtexto – sobre seu passado, raramente explicitado na trama. Seu desencanto com o passado é expresso também em um diálogo marcante: “Eu não confio na felicidade. Nunca confiei, e nunca irei confiar”. 
 
Precursor de Coração Louco (2009), que também trazia como protagonista um cantor country fracassado (interpretado por Jeff Bridges), A Força do Carinho evita o sentimentalismo e nunca cai no melodrama, deixando ao espectador preencher as lacunas, as emoções não explicitadas em palavras. 
 
Mais do que resgatar um vencedor do Oscar, até então inédito em DVD no Brasil, o lançamento do filme relembra o talento do grande Robert Duvall. 
 
Indicado seis vezes ao prêmio, o ator confere dignidade e realismo tocante à jornada de um homem em busca de redenção. Redenção compartilhada pelo espectador, testemunha da incrível humildade – e lição de vida – de Mac.


A Força do Carinho

((Tender Mercies), Estados Unidos, 1983, Colorido, 92 min.)

Classicline - Drama

Direcao: Bruce Beresford

Elenco: Robert Duvall,Tess Harper,Betty Buckley,Wilford Brimley,Ellen Barkin,Allan Hubbard,Lenny von Dohlen,Paul Gleason,Michael Crabtree,Norman Bennett

Sinopse:  
"Robert Duvall “criou outro personagem inesquecível” (THE NY TIMES) na pele de Mac Sledge, um cantor de músicas country que guarda amargas recordações de sua vida. Com sua carreira em declínio, ele se entrega de vez à bebida, até que, num hotel do Texas, conhece Rosa Lee (Tess Harper), uma viúva com um filho de 10 anos. O encontro entre estas duas almas cheias de problemas faz com que se aproximem e comecem um relacionamento repleto de obstáculos e desafios que trará ao casal novos motivos para buscar a felicidade. “A Força do Carinho” ganhou Oscars® nas categorias de Melhor Ator (Robert Duvall) e Melhor Roteiro Original, e foi indicado para Melhor Canção Original, Filme e Melhor Diretor. Também foi vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator, onde também concorreu em cinco outras categorias, e disputou diversos outros prêmios. " 


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1900

1900


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Após o sucesso de O Último Tango em Paris (1972), Bernardo Bertolucci realizou um feito inusitado: uma superprodução ideologicamente socialista, com capital americano e mais de cinco horas de duração. Com fotografia de Vittorio Storaro e trilha sonora de Ennio Morricone, 1900 é um ambicioso épico histórico com o habitual estilo operístico do diretor, e cenas de nudez e violência editadas em seu lançamento, marcado por diferentes versões reduzidas para exibição nos cinemas. 
Panorama histórico da Itália desde o início do século 20 até o fim da Segunda Guerra Mundial, o filme acompanha a vida de dois jovens, da infância à velhice: Olmo, filho bastardo de camponeses, e Alfredo, herdeiro de uma rica família de latifundiários.


1900

((Novecento), Italy France West Germany, 1976, Colorido, 315 min.)

New Line Home Video - Cinema Europeu

Direcao: Bernardo Bertolucci

Elenco: Robert De Niro,Gérard Depardieu,Dominique Sanda,Francesca Bertini,Laura Betti,Werner Bruhns,Stefania Casini,Sterling Hayden,Anna Henkel-Grönemeyer,Ellen Schwiers

Sinopse: Na cidade de Parma na Italia, seguimos as vídas de dois amigos de infância separados pelo destino: Alkfredo Berlinghieti (ROBERT DE NIRO) e Olmo Dalco (GERARD DEPAR-DIEU). Enquanto o rico e prospero Alfredo que vive sem maires preocupações, gastando o dinheiro da família, mergulhado ao desperdício e devassidão, o pobre Olmo filho bastardo de um camponês, é um lider trabalhador de conciência política. De classes opostas, os dois são obrigados a compartilhar um mesmo contexto: o crescimento do fascismo e do comunismo. Porém, quis o destino que um dia os separou, que eles se unissem novamente em uma situação delicada e constrangedoura, agora Alfredo retorna à cidade para presidir o julgamento de Olmo que está sendo acusado por "crimes politicos". Um fiel retrato da história política social e suas consequências.


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A Grande Ilusao (1937)

A Grande Ilusao (1937)


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Renoir, inspirado na história de um amigo, criou um dos mais belos clássicos do cinema.  
 
Ao narrar a trajetória de um pequeno grupo de soldados, feitos prisioneiros, durante a Primeira Guerra Mundial, o diretor deu um caráter humano raras vezes retratados nos filmes de guerra; mostrando o drama pessoal de cada personagem em meio à guerra, não importando se são soldados franceses ou alemães. 
 
Isso nos faz lembrar de outro clássico, agora de 1942, A ROSA DA ESPERANÇA, que teve uma ótima oportunidade de mostrar a brutalidade da guerra para ambos os lados, quando a inglesa Sra. Miniver (personagem interpretada por Greer Garson) ajuda um jovem piloto alemão ferido. O diretor William Wyler queria que o piloto reagisse de maneira gentil aos cuidados da Sra. Miniver. Já o estúdio, em seu compromisso com o esforço de guerra, exigiu a alteração do personagem, que deveria agir de maneira violenta e covarde! Pena que a intenção do diretor não se manteve.  
 
Renoir não enfrentou este problema, pelo menos durante as filmagens (o filme quando exibido, sofreu censura e cortes em diversos países). Trabalhando com liberdade para uma pequena produtora independente, D'Art Cinematography, ele teve a oportunidade de manter controle de sua obra e de seu pensamento, conservando sua visão humanista de seus personagens. Homens de diversas classes sociais (este é um dos temas do filme, o conflito social entre o capitão francês, interpretado por Pierre Fresnay, vindo da aristocracia, e o tenente, Jean Gabin, de uma camada social inferior. E do oficial alemão, também aristocrata, Eric Von Stronheim, que só se refere ao personagem de Fresnay, por julgá-lo um cavalheiro, um igual) que enfrentam a guerra e as mudanças por ela ocasionadas. 
 
A GRANDE ILUSÃO merece ser visto e revisto, por sua mensagem pacifista, pela ausência de maniqueísmo e pela beleza sutil de sua história.


A Grande Ilusao (1937)

((La grande illusion), Franca, 1937, Preto-e-branco, 110 min.)

Continental - Arte

Direcao: Jean Renoir

Elenco: Jean Gabin,Dita Parlo,Pierre Fresnay,Erich von Stroheim,Julien Carette,Georges Péclet,Werner Florian,Jean Dastand#xE9;,Sylvain Itkine,Gaston Modot

Sinopse: A Grande Ilusão de Jean Renoir é um dos mais genuínos clássicos do cinema. É uma simples mensagem que numa guerra todos são vítimas, tornando-se um dos mais poderosos filmes antiguerra de todos os tempos. Três franceses (Jean Gabin, Marcel Dalio e Pierre Fresnay) estão num avião que cai em território inimigo. Presos são levados para uma prisão de segurança máxima dirigida por Von Rauffeenstein. Os alemães tratam os oficiais com dignidade, até o dia que são apanhados tentando escapar. A produção de Renoir prevê a tragédia da guerra e a eventual esperança no futuro. Banido da Alemanha e declarado por Josef Goebbels como "Inimigo número 1 cinematográfico"; ele acreditou que todas as cópias européias estavam destruídas; porém, um negativo completo foi descoberto em Munique em 1945. Esta cópia de alta qualidade foi feita de um master de telecine digital.


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Nascida para o Mal

Nascida para o Mal


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Quando o aparelho de DVD surgiu nos final dos anos 1990, muitos filmes tiveram a sua conversão do VHS para a então novidade em eletrônicos. Os lançamentos priorizados, é claro, foram os grandes filmes de ficção e aventura, com seus planos e sequências de ação em um novo formato que permitia absorver melhor toda a adrenalina, despertando mais curiosidade. Títulos feitos numa época em que toda essa tecnologia não era levada tão a sério entraram numa fila que ainda hoje não chegou ao fim. 
 
Nascida para o Mal, de 1942, faz parte dessa lista e só agora pode ser conferido graças a seu lançamento em DVD. O segundo longa-metragem de John Huston, que antes havia dirigido o clássico noir O Falcão Maltês (também conhecido como Relíquia Macabra) conta a história de Stanley Timberlake, interpretada por Bette Davis (O que Terá Acontecido a Baby Jane?). Quem conhece o trabalho da atriz sabe que ela arrasava. 
 
Stanley pode lembrar vagamente a personagem-título de Jezebel, também interpretada por Bette, pelo qual a atriz recebeu o Oscar de melhor atriz em 1939. As duas são mimadas, vaidosas, convencidas e altamente influentes. A diferença é que enquanto Jezebel é amorosa (à sua maneira) e quer bem ao próximo, a Stanley de Nascida para o Mal não poupa ninguém e não liga para as consequências de suas atitudes. 
 
Noiva de um advogado bem-intencionado e com princípios, ela foge com o marido da irmã, a bela Olívia de Havilland (de Tarde Demais), e os que foram devastados pela fuga do novo casal precisam se adaptar à nova condição e seguir adiante. 
 
As coisas não saem como planejado e Stanley exige a atenção de todos a seu redor. É do tipo que consome e domina aqueles com quem convive. Ela se mostra poderosa quando precisa de algo, mas vítima ao se ver em perigo. E por ser acostumada a ter tudo o que quer, não mostra escrúpulos quando a situação se complica. 
 
Acompanhar a trajetória de Stanley nos faz vibrar, torcer contra ela e relembrar a grande estrela que foi Bette Davis.


Nascida para o Mal

((In This Our Life), Estados Unidos, 1942, Preto-e-branco, 97 min.)

Versátil - Clássico

Direcao: John Huston

Elenco: Bette Davis,Olivia de Havilland,George Brent,Dennis Morgan,Charles Coburn,Frank Craven,Billie Burke,Hattie McDaniel,Lee Patrick,Mary Servoss

Sinopse: Stanley é uma mulher egoísta e sem escrúpulos. Ela faz tudo para conseguir o que quer. Às vésperas do seu casamento, Stanley foge com o marido de sua irmã. É a primeira de muitas traições e maldades que ela espalhará por seu caminho... 
Com ótima direção de Huston e bela música de Max Steiner (...E o Vento Levou), Nascida para o Mal é um dos pontos altos da carreira de Bette Davis, que vive uma de suas vilãs inesquecíveis.


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Mulheres Apaixonadas

Mulheres Apaixonadas


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Por meio da história de duas irmãs e dois amigos, deparamo-nos com diferentes visões sobre amor e sexo, em um cenário tradicional burguês da Inglaterra dos anos 1920. Retratado de maneira fascinante, o amor cria faces e se desenvolve em relações afetivas com reviravoltas e descobertas.Na trama, Gerard e Rupert se apaixonam por duas irmãs com pensamentos diferentes sobre o amor e o sexo: a escultora Gudrun e a professora Ursula. 
 
Baseado no clássico romance de D. H. Lawrence (O Amante de Lady Chatterley), o filme é considerado a obra-prima do polêmico Ken Russell (Tommy), cineasta inglês conhecido por seus excessos visuais e liberdade históricas. 
 
Premiada com o Oscar de melhor atriz e indicada a direção, roteiro adaptado e fotografia, essa aclamada produção conta ainda com o talento de grandes atores ingleses como Alan Bates (O Mensageiro), Oliver Reed (Gladiador) e a oscarizada Glenda Jackson (Domingo Maldito). 
 
Em 2011, a BBC adaptou o romance de Lawrence em forma de minissérie, com Rosamund Pike no papel que foi de Glenda Jackson no cinema.


Mulheres Apaixonadas

((Women in Love), Gra-bretanha, 1969, Colorido, 131 min.)

Versátil - Clássico

Direcao: Ken Russell

Elenco: Alan Bates,Oliver Reed,Glenda Jackson,Jennie Linden,Eleanor Bron,Alan Webb,Vladek Sheybal,Catherine Willmer,Phoebe Nicholls,Sharon Gurney

Sinopse: Na conservadora Inglaterra dos anos 1920, os melhores amigos Gerald e Rupert se apaixonam por duas irmãs com pensamentos diferentes sobre o amor e o sexo: a escultora Gudrun e a professora Ursula.  
Com excelente roteiro, direção primorosa de Russell, atuações memoráveis de todo o elenco e várias cenas antológicas, Mulheres Apaixonadas é um fascinante estudo sobre as relações amorosas.  
 


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