Al Gore e a Mata Atlântica
Adauto Basílio
O documentário Uma Verdade Inconveniente (Paramount), sobre a saga do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, chega às lojas em 26 de fevereiro com um alerta sobre o futuro da humanidade. É primordial aprender com ele que se não lidarmos de forma mais harmônica e comedida com recursos altamente inseridos no nosso cotidiano, como água, energia e ar, vamos viver uma reviravolta que pode ser definitiva e triste.
Al Gore percorre o mundo no esforço de convencer as pessoas de que o aquecimento global é um problema real. Ele nos mostra que não falamos mais em preservar o necessário para a vida das “futuras gerações”. O problema nos alcançou. Nós já somos a geração que precisa encontrar uma forma alternativa de vida.
Felizmente, desde a estréia de Uma Verdade Inconveniente nos cinemas, cada vez mais empresas e cidadãos têm aderido a ações de plantio de mudas de espécies nativas que visam neutralizar a emissão de carbono gerada por suas atividades. Muitas delas têm desenvolvido seus projetos com o Programa Florestas do Futuro da Fundação SOS Mata Atlântica.
Essa postura visa diminuir o impacto de gases como o dióxido de carbono (CO2), que são emitidos na natureza, gerando o efeito estufa e as mudanças climáticas de que Al Gore trata. A elevação do nível dos oceanos, os incêndios mais freqüentes em campos e áreas florestais e as alterações nas correntes marítimas são alguns dos resultados já aparentes.
Os cálculos da neutralização de carbono são feitos por consultorias especializadas. Usos como o transporte, a eletricidade e o gás, além do despejo de resíduos e outros itens, são inventariados nas empresas para que se chegue ao número de árvores que precisam ser plantadas. No Programa Florestas do Futuro, as árvores relativas à neutralização são plantadas em áreas que necessitam ser restauradas, com mudas nativas, privilegiando regiões de mata ciliar, ou seja, às margens dos rios. Todo o processo é de responsabilidade da Fundação SOS Mata Atlântica.
Com essa iniciativa de restauração florestal, conseguimos contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cerca de 110 milhões de brasileiros que vivem na área da Mata Atlântica. Esse bioma, onde estão nossas maiores cidades, já foi 93% devastado; mesmo assim, é de extrema importância e guarda riquíssima biodiversidade. Desde 2004, o Florestas do Futuro contribui localmente com a conservação da água e de outros recursos, e globalmente com a contenção do aquecimento global pela neutralização do carbono.
O cidadão pode facilmente calcular quanto emite de carbono na natureza e quantas árvores deve plantar. Basta entrar no site www.florestasdofuturo.org.br e clicar na Calculadora de CO2. Se desejar, pode também viabilizar o plantio pelo próprio programa.
Para saber mais, visite o portal da Fundação SOS Mata Atlântica (www.sosma.org.br).
Adauto Basílio, 55 anos, é diretor de captação de recursos da Fundação SOS Mata Atlântica. Supervisiona também a área de fomento florestal da instituição, sendo responsável pela criação e implementação dos programas Florestas do Futuro e Clickarvore, bem como pelo relacionamento com empresas parceiras.
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